domingo, 31 de agosto de 2008

Um-dó-li-ta...

A minha vida é uma coisa estranha. Imaginemos uma linha recta que se agarra pelas borregas e se vai esticando, esticando, como uma imagem desfocada vista por um estrábico bebedo. Gosto tanto de cães... mas gosto mesmo, entendo-me bem com eles. Mas não sei porquê estou rodeado de gatos: na minha cama, no meu sofa, miando à minha janela. Porque raio é que tenho que escolher? O que eu queria mesmo era a agilidade juvenil do gato, com a serenidade do cão. Mas isso não há.

E eu sou novo demais para um cão, velho demais para aturar um gato. E agora?

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