Às seis da manhã, mais uma vez, insónias. Não, não as patológicas, não por excesso de cafeína, mas por perguntas. A estupidez de uma insónia que me mantém acordado para me interrogar sobre ela mesma. Ficar acordado para ter tempo para pensar sobre porquê ficar acordado.
Às seis da manhã - a mais estúpida das horas - quero pegar no telefone e ligar a alguém. Para quê? Para perguntar porque é que estou acordado, talvez. Ou o que é que se faz quando se fica assim. A resposta já está na minha cabeça, na forma do que eu acho que me responderiam, quem quer que fosse: aguenta-se. Apenas isso. Aguenta-se.
É estúpido. Tudo isto é uma questão de solidão. Se estivesse com mais gente não seria uma insónia triste, seria uma “directa”. E as directas são fantásticas.
A ridícula estupidez de querer ligar a alguém porque não tenho ninguém - sequer a quem ligar.
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