O “não sei” chegou a proporções monstruosas. Não sei o que sei, o que sinto, o que sou, o que faço, não sei a razão de estar aqui, falta-me um motivo válido para respirar.
Saio à rua e fotografo, e as imagens que o rolo me devolve aos quadrados são figura do meu falhanço, da minha indeterminação. Não há lá nada. Nada que valha, nada que me valha. Talvez seja exactamente isso, um enorme e incalculável nada. Talvez seja isso que eu sei, que eu sinto, que eu sou, que eu faço. Um enorme e gritante nada.
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