quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O telefone tem estado calado estes dias. O mundo inteiro escorrega lentamente, em cima de trabalho a maior parte do tempo. E à volta do silêncio mil coisas giram depressa, alheias a quem vai calado.
A única coisa que se ouve são as rodas do mecanismo, incansáveis, conversando ao andamento das línguas que falavam os ents nos tempos antigos, e as lamurias incessantes cansam a própria máquina.

Estarão as estradas fechadas, os horizontes cortados, as veias secas...?

A máquina parou.

2 comentários:

S* disse...

Ela volta a bater, garanto.

Wolve disse...

achas? Cada vez perde mais óleo...