O telefone tem estado calado estes dias. O mundo inteiro escorrega lentamente, em cima de trabalho a maior parte do tempo. E à volta do silêncio mil coisas giram depressa, alheias a quem vai calado.
A única coisa que se ouve são as rodas do mecanismo, incansáveis, conversando ao andamento das línguas que falavam os ents nos tempos antigos, e as lamurias incessantes cansam a própria máquina.
Estarão as estradas fechadas, os horizontes cortados, as veias secas...?
A máquina parou.
2 comentários:
Ela volta a bater, garanto.
achas? Cada vez perde mais óleo...
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