quarta-feira, 17 de março de 2010

Roubaste-me a forma de escrever as datas...

Um punhal frio, que não se pode travar com a mão. Atravessa-me a carne, sem mas, sem demora. Não retorce, não tira prazer do mal que me faz, quase como se não quisesse de todo atravessar-me o peito, rompendo o ultimo e mais precioso dos sonhos. Apenas um desvio de caminho. Apenas o caminho.
Apenas.
Eis o mundo onde não quero viver. Impreterível. Tudo transformado no pó da memoria, que se esvai entre os dedos cravados na palma da mão, a pele rompida na ânsia de segurar o que nunca foi.
O que nunca foi.
O que nunca foi.
O que foi tudo, e me destrói que não seja nada.

10 comentários:

Serenata disse...

"O que nunca foi.
O que foi tudo, e me destrói que não seja nada."
Dá que pensar...é suficiente para quebrar qualquer coração...
Fez-me pensar este texto...gostei!
Bjinho

Medusa disse...

wolfie...

***

Wolve disse...

andas tão desaparecida, minha querida M...

Random Blogger disse...

quem Ousa ferir lobos?

Wolve disse...

o passado.

Random Blogger disse...

Damn it.

Wolve disse...

Ja agora, gostas de Ivan Moody? Valeu a pena mudar de música?

Random Blogger disse...

Gostei muito mais da outra. Apesar desta também ser bonita. Sabes como ficava bem? Como banda de sonora de um filme, assim num momento dramático x)

Wolve disse...

esta foi cá posta como banda sonora deste post...

Random Blogger disse...

Se foi assim tão mau... :S