sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dos licores, e das essencias.

Voltei a cruzar-me com a nossa velha musica e lembrei-me de ti. Num sitio normal, cheio de gente normal, sem nostalgias. Nada me atingiu, nenhuma parte de mim se apertou. Apenas aquele velho calor que chega de mansinho, o conforto que sentia cada vez que te tinha, mesmo que te não tivesse ao meu lado.
Agora, que o nosso velho amor acabou há tanto tempo, continuas fechada em ti, a guardar apenas no coração o que é novo. A odiar tudo o que foi, e que por alguma razão não ficou para sempre debaixo da almofada; seja a nossa história, seja o jornal de ontem.

E eu? Como dizes, continuo sentado no mesmo - velhíssimo - banco de piano, como sempre estive. Pudera, é lá que pertenço. Há muito tempo que aquele móvel negro se entranhou em mim. Mas estranhamente, tu que partiste também não saíste de mim nem um pouco. De tal maneira que, quando penso nisso, me é estranho conseguires olhar para nós como olhas, como se nunca tivesses estado nua para mim. Como se não te conhecesse do avesso, não te tivesse beijado por inteiro, não conhecesse o teu cheiro na minha pele e não o tivesse amado como amei, como se não...

Faz-me confusão.

Meu querido velho amor, continuas em mim, como sempre. Afinal de contas, sempre fui licorista, não é verdade?

2 comentários:

Random Blogger disse...

fiquei tão... tão.. (ainda estou À procura da palavra certa) desnorteada com este post...

talvez tenha sido da música que começou a dar quando li este post (Joe Coker - when a man loves a woman xD)

Wolve disse...

deve ter sido da musica. (isto não ta nada de jeito)