Gosto de imaginar que acordas de manha e a tua mão corre para o telefone, sofrega de uma mensagem minha. Um beijo gráfico, só. Que o lês na tua boca, sorris, que te espreguiças nua sob os lençois, essa tua pele tão suave, tão morena, (tão salgada,) a restolhar no algodão. O teu cabelo espraiado na almofada como os raios de sol no fundo do mar, naqueles desenhos lânguidos que se fazem na areia... tu sabes.
Gosto de imaginar o teu banho, os teus rituais, gesto por gesto. O teu andar rodopiante pelo quarto, ainda com a roupa pendurada em ti, numa profusão de botões e ganchos. As tuas pernas a descer aquela escada, descalça, de camisa aberta, a correr para os teus cereais. Mais mil voltas na cozinha, entre frigorificos e afins, num bailado que nunca antes me pareceu tão doce.
Tu na vitrine a minha imaginação, até ao dia em que quebrar o vidro.
2 comentários:
Parece um desejo perfeito.
Maldito vidro, esse.
beijinho*
eu não queria dizer desejo, queria dizer desenho...lol. n ficou muito mal, mas n era essa a ideia.
fica a correcção.
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