terça-feira, 15 de março de 2016

Dizem-me que sou optima pessoa, por uma série de razões que reconheço serem válidas. Porque tenho cabeça, porque sou sensível aos outros, porque compreendo e sei acarinhar quem precisa.
Oiço as palavras como se me sentasse em frente ao toucador, e quem me fala é o espelho. Eu oiço, e o meu reflexo traduz, deturpa. 
Sou optima pessoa, porque deus me deu intelecto para perceber o que vejo, para ver o que não quero. Porque sou sensível as dores dos outros, e já agora à de ser quem sou. Porque compreendo e me condôo (con-dôo, de condoer, de sentir dor com alguém). Porque sei acarinhar.
Uma merda, dou muito mimo, mas quem precisa de mimo sou eu. E por isso sou uma merda.

1 comentário:

Jeanne disse...

Pois. Seria melhor se te dissessem que és uma merda? E será que dás mimo ou julgas que o dás? E essas pessoas de que falas, quão diferentes são de ti? Não estarão também elas sempre em sofrimento? Sempre com uma dor latente por quererem ser qualquer outro no mundo menos elas próprias?