sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O que é que eu quero?
Nada de concreto, respondo, não saberia dizer dessa maneira.
Mas se não for concreto, o que quero?
Quero morrer, de dor, de prazer, de felicidade, de paixão, de raiva, quero ser abalroado de sentimentos, quero sentir que provei todos os venenos da alma, quero não chegar ao fim em vão, quero não parar quieto um segundo, num único lugar, quero andar, para a frente, para trás, entrar em todas as portas e falar com toda a gente. Quero cair e partir o nariz, quero entrar e sair do hospital pelo meu pé, quero não estar aqui, mas ter motivos para não me querer ir embora. Quero afogar-me em terra, só em mim. Quero tudo. E na impossibilidade de ser assim, quero não querer nada.

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