terça-feira, 31 de maio de 2011

Troika-tintas

Se o Socas passar cá na minha floresta, vou vender-lhe a minha toca. E vai ser mais ou menos assim:

- Ó sotor, está aqui a escritura da minha toca. Duas alcovas, palhinha da Chateau, uma saída de emergência pelas traseiras, que dá sempre jeito, se é que me entende (aqui pisco-lhe o olho), escoamento de águas, aquecimento central, "jacuze" e garagem para tres gatos. São trezentos e cinquenta mil, estou a fazer desconto por causa da crise, que quando a comprei custou-me quinhentos.

- trezentos e cinquenta mil?! E para que raio quereria eu a sua toca?

- Ora! É quentinha, é segura, e sempre que você quiser vir à floresta precisa de um sitio para ficar, ou não? Tome lá!

- Mas eu não preciso dela para nada! Eu só aqui venho mesmo de férias ou em campanha...

- Mas está mais barata e tudo! Se a quisesse comprar depois era mais cara. Pense no investimento!

- Mas qual investimento? Eu nem tenho trezentos e cinquenta mil.

- Pois, eu também não, nem quero fazer investimentos. Mas você obriga-me a pagar um TGV na mesma.

3 comentários:

S* disse...

Sacana com a mania das grandezas.

S* disse...

Sacana com a mania das grandezas.

Wolve disse...

E tu não ficas atrás, comentas logo duas vezes :D