Estar no topo da cadeia alimentar não é tão giro como se pensa. Significa muita vez não saber o que fazer para o jantar; andar à roda e não saber o caminho. Ser pequeno é mais fácil. Basta obedecer ao peixe graúdo, fazer o que ele diz. Ser cozinhado. Para subir, quando se é pequeno, basta eliminar o que está directamente acima e tomar-lhe o posto. O caminho está traçado por natureza.
Estar no topo pressupõe não só evitar ser eliminado, como traçar o próprio caminho. Descobrir e travar as próprias batalhas. Liberdade, chamar-lhe-ão alguns. Com certeza, mas a que preço? A cabeça da lança também voa livre, à frente, e que lhe acontece?
3 comentários:
A competência é forte...
ser pequeno é fácil. ser grande implica responsabilidade acrescida: a sua e a dos que lhe estão abaixo. Implica ainda resolver os problemas por si só, sem ter ninguém a quem perguntar o que fazer ou como fazê-lo. Ser pequenino é chato, mas é bem mais fácil. Ser grande é bom, é óptimo, mas é bem mais difícil e cansativo. Como em tudo, há sempre o outro lado da "moeda" ;)
a questão é a liberdade, Corset... será que com tudo isto - seja o peso da responsabilidade, seja a obediência - se pode dizer que algum ser humano seja alguma vez "livre"?
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