quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Morgan Eternelle

“Perdeu o encanto, diziam. Era como o oásis que se esvai, quando acaba a sede, a saudade que se dissipa quando há o reencontro. Secou. Foi assim que voltei da Clareira, foi assim que morreram todos os lobos, para mim. Desde então que estou sozinho no mundo.”

Ela olhava para mim com aqueles olhos pretos, magnânimos e resplandecentes. Indecifráveis, mas doces e complacentes. (“Oh you really think you own the moon...”) Ela estava a derreter-me todo, e sabia-o bem. Acho que estava a fazer de propósito.

De repente lembrei-me de lhe perguntar: “ E tu? Também só vais amar-me enquanto tiver encanto?”

Ela sorri levemente, como sorri quem está fatalmente aborrecido, semicerra os olhos (para me apertar o peito) e diz: “Não. Prefiro morar no teu coração e saber o que se passa dentro de ti, sem surpresas, do que estar deslumbrada a espreitar pela janela.”

Teria então levado o seu cigarro à boca e extraído uma longa e cosmopolita baforada. Se fosse uma mulher.

4 comentários:

Random Blogger disse...

Oh wolf, o que é que o Keith Jarret tem a ver com o Rob Thomas? looool fiquei mesmo confuuuuusa xD **

Random Blogger disse...

entendidíssimo :) Mas olha que uma limonada fresquinha às vezes sabe mesmo bem! eheheh

Beijinho**

Medusa disse...

Oh wolfie. Gosto tanto do que escreves. mas isso tu já sabes. Já não deixo é aqui um beijinho há algum tempo...lol. portanto... beijinho pseudo lobo mau*

Wolve disse...

ui!

Vai-me cair a cauda, se não me cairem também os bigodes!