Como neve. Os passos que dás pouco importam, e a tua marca... indelével... - sorriso irónico - não passa de um arranhão.
Vieste, nasceste, mudaste(-me), morreste, mataste-me e agora seguimos a nossa vida como se nada fosse e a neve nunca tivesse sido pisada... Mas que importa? O tufão não vai parar para esperar por nós e as mentiras são abafadas pelo chiar do vento nos cedros. Esquece. Tudo não foi mais que um nevar bonito na minha janela. Tira-la-ei do caixilho e guarda-la-ei assim para sempre num frigorifico para a neve não derreter, numa qualquer cozinha escura e recondita para nunca mais me lembrar que existe. Mas no lugar dela não ficará o buraco. As janelas são standard, sabes? Haverá outra para encaixar ali.
O gato que havia em mim morreu. Transfigurou-se. A metamorfose foi carnificina, e o esfolar doeu muito. Remexeste uma ferida que não sara, um medo que consome. E curaste-me. Não mais ao roçar nas pernas, basta de miados de sedução.
A alcateia prossegue, os mortos ficam para trás.
Vieste, nasceste, mudaste(-me), morreste, mataste-me e agora seguimos a nossa vida como se nada fosse e a neve nunca tivesse sido pisada... Mas que importa? O tufão não vai parar para esperar por nós e as mentiras são abafadas pelo chiar do vento nos cedros. Esquece. Tudo não foi mais que um nevar bonito na minha janela. Tira-la-ei do caixilho e guarda-la-ei assim para sempre num frigorifico para a neve não derreter, numa qualquer cozinha escura e recondita para nunca mais me lembrar que existe. Mas no lugar dela não ficará o buraco. As janelas são standard, sabes? Haverá outra para encaixar ali.
O gato que havia em mim morreu. Transfigurou-se. A metamorfose foi carnificina, e o esfolar doeu muito. Remexeste uma ferida que não sara, um medo que consome. E curaste-me. Não mais ao roçar nas pernas, basta de miados de sedução.
A alcateia prossegue, os mortos ficam para trás.

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